Por alguns dias, garapa virou guarapo. Acabamos de passar 20 dias em terra estrangeira, expandindo os horizontes pela América Latina. Começamos pela Cidade do México, onde participamos do Foundry Photo Workshop, um evento que reuniu dezenas de fotojornalistas e aprendizes do mundo inteiro.
Entre as diversas discussões que tivemos, conseguimos puxar um pouco a conversa para alguns tópicos que nos tocam diretamente. Primeiro, a necessidade de uma maior integração dos profissionais latino-americanos. Uma das questões que discutimos foi a abertura da grande mídia a profissionais locais, ou “por que é que os jornais enviam um fotógrafo americano para cobrir conflitos no Haiti?”. Claro que a pergunta não foi respondida, mas isso motivou uma discussão bem interessante e contatos promissores.
Parênteses: se esse assunto lhe interessa, entre na comunidade Nuestra Mirada, criada para integrar os profissionais latino-americanos.
Outra discussão derivada da primeira foi relacionada à própria idéia de grande mídia – no caso, grande mesmo, Time e Newsweek, por exemplo. Mais uma vez, o acordo entre os jovens fotógrafos foi de que há a necessidade de buscar outros caminhos, há um mundo inteiro a ser explorado. Nunca na História foi tão fácil produzir e distribuir conteúdo; se o famigerado mercado não paga por esse conteúdo, então que se crie um mercado novo, alternativo. E bola pra frente.
Além de toda a discussão, precisávamos produzir. No período da nossa estadia no México, um grupo de trabalhadores rurais sem terra – Movimiento de Los 400 Pueblos – acampava em uma praça na região central da cidade. Duas vezes ao dia, eles tiravam as roupas e se postavam nus em frente a uma das principais avenidas da capital mexicana, batucando e gritando por “respuesta”, sempre cercados por um cordão de policiais que se limitavam a assistir à manifestação diariamente.
Resolvemos, então, documentar um pouco do cotidiano e dos anseios desse grupo, e chegamos ao mini-documentário que acompanha esse texto: Tierra Desnuda.
Depois do México, seguimos para Havana, Cuba, mas isso é assunto para outro post.
Para levar:
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Paulo, como foi a tua impressao sobre a midia digital no Mexico? Mas ou menos interessante que no Brasil?
documentário divulgado
Parabéns pela proposta e postura jornalística.
[...] depois de terem suas casa queimadas em 1992. O vídeo em qualidade média pode ser conferido no nosso site. Já “blood on the floor” conta com o trabalho de todos os ótimos amigos e fotógrafos que [...]
Aeeeeeeeee, já conhecia a edição, já tinha gostado, mas passei para conferir novamente. Muito Bom, parabéns ao casal…
[...] de terem suas casa queimadas em 1992. O vídeo em qualidade média pode ser conferido no nosso site. Já “blood on the floor” conta com o trabalho de todos os ótimos amigos e fotógrafos que [...]
Fantástico!
Fiz uma viagem no post e vi o portfolio de todos os fotógrafos.
obrigada,
um abraço
[...] um trabalho que resulta da viagem que fizemos ao México em junho deste ano. Como já contamos aqui, viajamos à Cidade do México para participar do Foundry Photo [...]
Infelizmente como sempre tem acontecido, os piores atentados contra os Direitos Humanos, os autores são as “autoridades”, as “elites” que fazem parte dos “governos”, que só sabem governar e beneficiar interesses próprios e das minorias escravocratas exploradores criminosos. Acabamos de nos deparar com mais um escândalo envolvendo facções criminosas das piores, porquê participante de um dos Poderes do Governo, o judiciário, verdadeiros praticantes de delitos hediondos, O presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, seu bando e respectiva quadrilha.Que vergonha. Mais um mal péssimo exemplo das “elites”. E o mundo que se cuide pois, as “elites” mundiais é que são responsaveis promotores e causadores da fome, da miséria, das drogas, das máfias e do sofrimento da humanidade.