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Paulo Fehlauer
Tendo chegado à fotografia pela via do jornalismo, nunca me interessou a paisagem, a monotonia da imagem estática (por mais controverso que seja afirmá-lo). A paisagem humana, dinâmica, em constante mutação, sempre me atiçou mais os sentidos. Viajei pelo deserto, recentemente, em busca de uma paisagem que me desassossegasse, que me pusesse ao chão com a sua magnanimidade.
Exceto por alguns breves momentos em que a imponência do ambiente se mostrou inquestionável (como a travessia da Cordilheira dos Andes), meus olhos mantiveram-se ligados às matizes humanas, ali tão diferentes e também tão semelhantes ao que já conhecia.
De volta ao “sossego” de São Paulo, limpando a imagem de qualquer cor e brincando com tons e não-tons, fui descobrindo paisagens dentro da paisagem, momentos de preto e de branco, com pouco cinza entre eles, que talvez acabem por montar um retrato pessoal dessa busca – finda, por ora, mas interminável.
Veja mais ensaios fotográficos na nossa galeria.









oi paulo, muito lindos seus desertos. paisagem tao dificil de traduzir, neh? lembrei do R.Depardon que ha tanto te,po
percorre o mundo traçando desertos.
« Parce que moi j´ai la nostalgie de l´ampleur du monde, de sa grandeur. »
Paul Virilio
abracos,Marie
são fotos que realmente tranquilizam!!
Ressusitando Ansel nos Andes.
Arrepiante Paulo
Fala Paulo tudo bom? ..Belas fotos parabens!!!
abs
Daryan