Entrevista colaborativa: Martin Parr

maio 1st, 2009 | § 18

Martin Parr, from Common Sense  1995-1999.Fomos convidados pela organização do SP Photo Fest para entrevistar o fotógrafo britânico Martin Parr, que vem ao Brasil na próxima semana e dará palestra no Museu da Imagem e do Som (MIS) no dia 12 de maio.

Martin, na nossa opinião, tem um dos trabalhos mais originais e provocativos da atualidade, um olhar que chega a ser estranho dentro do classicismo da Magnum, agência da qual é membro. Parr chegou a ser criticado por Henri Cartier-Bresson, que considerava o seu trabalho não uma documentação, mas uma gozação com os seus personagens. Por essas e outras, somos fãs declarados do cara.

Dada a responsabilidade do convite, e considerando os nossos ideais enquanto coletivo fotográfico, resolvemos tornar a própria construção da entrevista um processo coletivo. O espaço de comentários abaixo está aberto a sugestões, perguntas, críticas, discussão. Nosso roteiro para a entrevista se baseará na conversa que tivermos por aqui. Portanto, participem.

O evento terá tradução simultânea e será transmitido ao vivo pela internet, com espaço para participação do público presencial e online. Acompanhe aqui: http://garapa.org/martin-parr-ao-vivo

Lembrando: a entrevista acontece no dia 12 de maio, das 19h30 às 21h30, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo.
O MIS fica na Av. Europa, 158, no Jd. Europa (veja o mapa). Mais informações em http://spphotofest.com.br.

Abaixo, uma lista de links para “fomentar o debate”:

Currículo de Martin Parr (PDF) (inclui uma ótima entrevista com Martin realizada em 2007);
Press Release – Martin Parr no MIS (PDF);
Página de Martin Parr na Agência Magnum;
No YouTube: Parr fala sobre o seu trabalho (Parte 1 e Parte 2);
Página sobre Martin Parr na Wikipedia;
Site oficial de Martin Parr.





§ 18 Responses to “Entrevista colaborativa: Martin Parr”

  • carol disse:

    Vamos lá, não sei se a minha pergunta é besta ou não, mas sempre quis perguntar pra um desses fotógrafos fodões o seguinte: "o fato de que hoje cada um tem sua própria máquina fotográfica digital e pode sair por aí tirando tantas fotos quanto quiser afeta positiva ou negativamente a importância que as pessoas dão ao trabalho de quem dedica a vida à fotografia?"

  • E ai, Garapada…. Certamente estarei acompanhando online a entrevista e palestra do Parr… Então caprichem (como sempre) na cobertura!
    grande Abraço!

  • [...] Dia 12 deste mês o fotógrafo Martin Parr apresentará uma palestra gratuita no MIS em São Paulo (veja o mapa). Aproveitando essa visita de Parr ao Brasil, a Garapa fará uma entrevista com ele e está organizando de forma aberta as perguntas que serão feitas, participem. [...]

  • clicio disse:

    Garapa,

    Vou estar lá, na primeira fila!
    Posso perguntar ao vivo?

  • Gus Diehl disse:

    Que beleza!

    Assim nem me lamento tanto de não poder ver o Seu Parr no MIS !

    Valeu gurizada!

  • Ana Lira disse:

    Gente, é o seguinte. Existe um texto publicado no Le Monde Diplomatique (http://diplo.uol.com.br/2003-01,a543) – que me inquieta muito e eu queria propor um pouco da discussão dele pro Martin Parr. No debate, o Edgar Roskis critica o fotojornalismo contemporâneo dizendo que ele privilegia "a pose ao instantâneo, a estética ao documento, a comoção à narração, o arranjo sobre a história". Eu queria perguntar ao Martin Parr se ele vê esses elementos como antagônicos e que papéis o fotojornalismo não pode deixar de cumprir na atualidade? A segunda pergunta é como ele lida com o acervo fotográfico dele?

    Agradeço e se eu pensar em mais alguma coisa eu escrevo =)

  • [...] Dia 12 deste mês o fotógrafo Martin Parr apresentará uma palestra gratuita no MIS em São Paulo (veja o mapa). Aproveitando essa visita de Parr ao Brasil, a Garapa fará uma entrevista com ele e está organizando de forma aberta as perguntas que serão feitas, participem. [...]

  • [...] Garapa promove uma entrevista colaborativa para quem quiser enviar perguntas para o [...]

  • [...] Garapa propõe no seu site uma entrevista colaborativa para quem quiser enviar perguntas para o fotógrafo antes da [...]

  • Fabio Tavares disse:

    estou no onibus a caminho da entrevista. quando ia sair de casa com meu carro lembrei de um trabalho do Sr. Parr sobre a ultima vaga para estacionar. Se manter informado eh importantissimo para um fotografo sem importar a sua area, no fotojornalismo e documental eh ainda mais importante. Como o Sr. Martin Parr se mantem informado!? Atravez de blogs, jornais, revistas, tv, radio… se puder comentar cada uma dessas seria otimo. se nao… que comente sua principal fonte de informacao.

  • Fabio Tavares disse:

    Cheguei com uma hora e meia de antecedencia e jah estavam esgotadas as reservas. Uma pena, mas pelo menos ainda dar tempo de assistir em casa.

  • Anna Carolina disse:

    Achei a organização d evento batante falha no que diz respeito à entrada na palestra! Quem teve um amigo q pôde chegar às 17h30 conseguiu q ele pegasse trocentos ingressos, mas quem nao tinha, pegou trânsito e chegou às 18h não conseguiu ingresso, pois ja havia esgotado, é óbvio! Não é justo com quem foi até lá e viu uma pessoa com vários cartões na mão. No entanto, optei por voltar pra casa, pois me recuso a atravessar a cidade para ver a palestra por uma TV do lado de fora! Foi uma boa opção, pois a interatividade online foi ótima, tirando a última pergunta q não conseguimos ouvir, pois caiu a transmissão… Só gostaria q tivessem dito antes q tinha essa opção. Fica aqui meus parabéns para o garapa e minha reclamação à organização injusta do MIS.

  • João Kulcsár disse:

    Olá GaRaPa,

    Estive em Porto Alegre ( FEST POA ) e assisti a apresentação do documentário DesdeCuba,
    é disse de certa forma que não tinha gostado do que vi.

    Hoje acompanhei a entrevista de vcs no MIS, in loco, e vcs estão de PARABÉNS.
    Boas perguntas, interatividade e mediação, um ótimo exemplo.
    abs
    joão kulcsár

    • Leo Caobelli disse:

      Poxa João, eu tinha entendido que a ingenuidade era um elogio! hehehehe
      O trabalho de Cuba é realmente uma experiência que pressupõe o levante de inquietações e, assim, vira pertinente ao universo de gostos, essencialmente. O que eu gosto nele é a característica da não passividade, nem nossa ao escolhermos os personagens, nem nos espectadores que, de imediato, gostam ou detestam. É uma experimentação com formato e linguagem.
      Mas fico mais que feliz com seu elogio a nossa participação ontem. Te vi pouco antes de entrar no auditório, mas o recente bigode me deixou passar desapercebido!
      Mas fiquei querendo conversar mais contigo sobre o documentário de Cuba.
      Abs e muito obrigado por nos dar esse retorno que nos é valioso.

  • Paulo Pina disse:

    Assisti boa parte lá no MIS ontem, fora do auditório. Foi ótimo!
    Vocês pretendem disponibilizar aqui ou no tube a entrevista?

    Abs e valeu!

  • Pepe Mélega disse:

    Consegui chegar e tinha ingressos, até pensei que ia voltar para casa e ver pela web. Achei que a organização funcionou, senti um pouco a falta de ritmo, mas ele (Martin Parr) ajudou muito na falta de desse com seu estilo britânico. O resto tá lá no Blog sem pretensão só um coments fico torcendo para vocês disponibilizarem na rede a palestra. Abs

  • [...] foi um sucesso, com casa cheia e intensa participação online. Fizemos o que chamamos de “entrevista colaborativa“, com a participação da platéia presente e do público que acompanhou a transmissão ao [...]

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