No próximo dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, a Vila Madalena será mais uma vez ocupada pela fotografia. Na sua terceira edição, a Mostra São Paulo de Fotografia se consolida no cenário paulistano. No ano passado, participamos com uma edição do projeto Mulheres Centrais, que foi exposto no Espaço +Soma.
Agora, em 2012, aproveitaremos a deixa do projeto Deslocamentos, que realizamos há alguns meses aqui na Barra Funda, e deslocaremos uma paisagem paulistana para a Vila. Para essa edição, traçamos uma linha reta entre o ponto onde a foto será aplicada e o limite da cidade de São Paulo. A foto só poderá ser vista a partir de quarta-feira, mas segue abaixo a projeção da distância entre os dois locais.
No seu próximo passeio pela Barra Funda, fique de olho nas paredes. Desde a semana passada, começamos a espalhar uma série de painéis fotográficos pela região. O projeto “Deslocamentos” foi selecionado pelo Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo em 2010, e tomou forma agora. São 5 painéis impressos em “lambe-lambe” que trazem para o centro 5 paisagens localizadas nos extremos do território da cidade.
Deslocamento #2, que traz uma linha de trem de Marsilac para um pilar do Minhocão.
Como diz a descrição oficial do projeto:
Deslocamentos é um projeto de experimentação fotográfica e espacial. Utilizando a imagem mecânica, movemos espaços na cidade de São Paulo, de seus extremos para o centro. Paisagens que normalmente passam despercebidas à maioria dos habitantes da metrópole. Imagens que num primeiro momento nos enganam, por não remeterem à imagem de cidade à qual estamos habituados. 
Em um circuito a céu aberto no centro de São Paulo, apresentamos ao público a representação de uma metrópole não usual. Em formato gigante, fotografias dos limites físicos da cidade passam a habitar o centro, e o centro passa a enxergar a periferia.
Percorremos a cidade em busca de paisagens que tivessem pouco a ver com a imagem habitual de São Paulo. De Marsilac, no extremo Sul, por exemplo, trouxemos uma bucólica linha de trem que corta duas faixas de pinheiros; da Cantareira, no extremo Norte, uma trilha no meio da mata.
Os locais de aplicação das imagens foram escolhidos de forma a permitir que todo o trajeto seja percorrido a pé ou de bicicleta, a fim de promover a ocupação sadia e criativa dos espaços públicos da região. Cada imagem é acompanhada por uma ficha técnica, que inclui as coordenadas geográficas do local fotografado, o mapa do percurso e um QR-Code, que leva o visitante à página da imagem no site do projeto.
Deslocamento #5
“Deslocamentos” tem ainda como objetivo acompanhar a ação do tempo sobre essas imagens, registrando-as até que se desfaçam e o concreto volte a predominar. Essa parte do projeto pode ser colaborativa: quem fotografar alguma das imagens, pode nos enviar a foto que publicaremos no site em breve. Para enviar, mande a foto para o email contato@garapa.org.
A “rotina” foi o tema escolhido pelos participantes da oficina que realizamos em Quito, em parceria com a Galeria Experiência. Para nós, foi uma oportunidade de perceber o lado metrópole de Quito, muito parecido com o cotidiano com o qual estamos acostumados (e totalmente diferente da sensação de estar 1000m acima da cidade, como na foto acima).
Os participantes foram divididos em dois grupos, e cada um explorou o tema de uma forma distinta (e, por que não, complementar). O primeiro grupo trabalhou a rotina matinal de todos os integrantes, do momento de acordar até a hora de sair de casa. O segundo explorou a rotina cíclica de uma esquina movimentada da cidade: carros passam, pedestres esperam; carros esperam, pedestres passam. Vejam o resultado:
Participaram da oficina:
- Martin Bustamante;
- Maria Jose Torres;
- Alfredo Aguirre;
- Marialina Villegas;
- Florencia Castello;
- Andres Sebastian Muñoz Mera;
- Diego Pallero;
- Isabel Gonzales.
Agradecemos a todos os participantes e à organização do Fotodocumental pela ótima semana (nada rotineira) que nos proporcionaram.
Está na rede o 5º programa da série Fotograma Tevé, que faz a cobertura do Fotograma, evento do qual participamos no Uruguai há alguns dias. O programa é realizado pelo Centro de Fotografia de Montevideo, e ao final será composto por 24 episódios de 24 minutos cada, que são exibidos na televisão uruguaia e em seguida na internet.
O 5º episódio traz, além da nossa participação, uma entrevista com Facundo de Almeida, diretor do Museu de Arte Precolombiana e Indígena (MAPI), que recebe uma exposição muito interessante do fotógrafo peruano Martin Chambi, e um passeio pelas exposições de Monica Giudicelli e Osmar Santos.
O GPS diz: 0º12’40″S. Quito, Equador. A respiração ofegante comprova a altitude: 3000m acima do nível do mar.
Mirador Panecillo
Hoje começa o Fotodocumental 2011, terceira edição do festival que busca discutir a fotografia documental latinoamericana. Estamos por aqui revendo amigos de outrora e conhecendo novos. O festival conta com oficinas, palestras, conferências, exposições e leituras de portfolio. Trouxemos para cá uma parte do ensaio Mulheres Centrais, trabalho que ficará exposto na FLACSO junto com o trabalho dos amigos da Galeria Experiência. Também com os “Experientes”, realizaremos uma oficina de 5 dias e a conferência de abertura, que acontece hoje às 19h (22h no horário de Brasília) será transmitida via internet no site do evento.
Estamos em Montevideo, capital do Uruguai, participando do Fotograma’11, evento realizado pelo CMDF (Centro Municipal de Fotografia). O CMDF é um dos raros casos (no mundo, cremos) de instituição pública dedicada à fotografia, e realiza um festival que já se tornou referência no calendário latinoamericano. Daniel Sosa, que entrevistamos em 2010 durante o 2o. Fórum Latinoamericano de Fotografia, é o responsável pelo Centro.
Fotogaleria a cielo abierto, no Parque Rodó, com exposição de Atget, Kertész e Bovis.
Além de comemorar com os uruguaios o bicentenário da independência, estamos aqui para realizar uma oficina e uma palestra. Temos ainda o privilégio de dividir a mesa do café da manhã e outras “charlas” com a artista Rosângela Rennó, que está na cidade também a convite do CMDF.
Participantes da oficina. Ao fundo, exposição "Sobre Mar", do brasileiro José Diniz.
Nos intervalos, aproveitamos para, entre Patrícias e parrillas, fotografar.
Está no ar o resultado da oficina que realizamos no 7o. Paraty Em Foco. O site Caminho do Ouro reúne os conteúdos produzidos pelos participantes, e está em plena construção, mesmo após o evento. A proposta era criar micro-narrativas com múltiplos formatos durante uma caminhada pelo histórico Caminho do Ouro, uma trilha construída entre os séculos XVII e XIX para escoamento de ouro e mercadorias. As pedras da trilha serviram de inspiração para o grupo. As narrativas foram publicadas em diversas redes sociais (YouTube, Flickr, Everytrail) e reunidas em um site baseado na plataforma Tumblr
Veja abaixo um dos vídeos produzidos pelo grupo, um passeio sensorial de olhos vendados:
Um dos nomes mais importantes da fotografia contemporânea, o americano Stephen Shore estará em São Paulo essa semana, e teremos a honra de entrevistá-lo em dose dupla. Shore vem ao Brasil a convite do SP Photo Fest, e realiza palestra, workshop e exposição no Museu da Imagem e do Som (MIS-SP).
A palestra, gratuita, acontece na quinta-feira, dia 15/09, às 19:30h, no auditório do MIS, e deve ser concorrida. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes. Assim como em 2009, quando entrevistamos Martin Parr no mesmo auditório, dividiremos o palco na quinta-feira com Shore. Tentaremos transmitir via Twitcam (http://twitter.com/garapa) para quem não puder comparecer.
Estamos em plena produção do ensaio Morar, que trata da memória dos edifícios São Vito e Mercúrio, uma continuação do projeto que iniciamos em 2008. Tem sido muito interessante mergulhar na história dos edifícios, reencontrar os ex-moradores, rever parte da história da cidade em que vivemos. Parte do projeto foi viabilizada via crowdfunding, por meio do site Catarse.me.
O trabalho será exposto ainda este ano em parceria com a Galeria da Rua, em data a ser definida. Entre as peças do quebra-cabeças que será esse ensaio, produzimos uma série de daguerreótipos que retratam objetos com imenso valor sentimental para os ex-moradores. A experiência foi narrada pelo professor Ronaldo Entler no blog Icônica. Além disso, coletamos alguns fragmentos dos edifícios – pedaços de concreto e um ninho feito das ferragens originais, por exemplo – e faremos uma nova série de retratos dos ex-moradores, entre outras pequenas sub-histórias.