O Muro
maio 3rd, 2010 § 4
Crônica de uma catástrofe ambiental
março 23rd, 2009 § 2
Entrou no ar esta semana a reportagem especial “Crônica de uma Catástrofe Ambiental“, produzida pelo garapeiro Paulo Fehlauer e pelo jornalista André Deak para a Revista Fórum.
Trata-se de um site-reportagem multimídia e interativo que investiga a trágica história de um acidente ambiental ocorrido no interior do RJ. No dia 18 de novembro de 2008, a empresa Servatis, localizada na cidade de Resende, deixou que milhares de litros do pesticida Endosulfan atingissem o rio Pirapetinga, afluente do Paraíba do Sul, principal fonte de abastecimento de água do estado.
O site especial traz textos, fotos, áudios, vídeos e um mapa, formatos que se entrecruzam nas diversas peças e pontos-de-vista que compõem o quebra-cabeças. O formato, relativamente conhecido nos Estados Unidos e Europa, é, até onde sabemos, inédito no Brasil. A inspiração inicial foi o trabalho “Condition: Critical“, produzido pela americana MediaStorm para a organização Médicos Sem Fronteiras.
Além disso, a reportagem se aproxima do conceito de Jornalismo Open Source, disponibilizando grande parte do material captado para download gratuito, sob licença Creative Commons. A proposta, com essa decisão, é tornar mais transparente o processo de produção de informação.
Outro dado interessante é que, exceto pelos softwares de edição de foto e vídeo, todo o trabalho foi produzido utilizando ferramentas gratuitas disponíveis na rede, como o Blip.tv e Umapper, além do WordPress, ferramenta de publicação que foi adaptada para a reportagem.
Veja a reportagem no endereço http://www.revistaforum.com.br/casoservatis, e os relatos de bastidores no blog do André (Making Of) e do Paulo (Jornalismo Multimídia e Open Source).
Santo Antônio e Jirau
fevereiro 12th, 2009 § 3
Paulo Fehlauer
Porto Velho, em Rondônia, recebeu, ao longo dos anos, diversas levas de migrantes. Esse fluxo é intermitente, e em geral ligado a planos nacionais de desenvolvimento, nascidos em sua maioria no Centro-Sul do país. Depois da madeira, da borracha e do ouro, é a vez da energia elétrica.
A notícia da implantação de duas usinas hidrelétricas no Rio Madeira – Santo Antônio e Jirau – levou o estado a um novo ciclo de suposta prosperidade. A cada dia, diversos ônibus trazem migrantes que vêm à cidade e aos distritos próximos em busca de emprego. Em distritos como Jacy-Paraná, loteiam-se áreas de floresta para ocupação e especulação imobiliária – a população do vilarejo praticamente dobrou em menos de dois anos.
Ao mesmo tempo, populações ribeirinhas tradicionais, acostumadas a retirar o sustento do rio e da terra fértil das suas margens, são desalojadas. O impacto humano e ambiental da construção de duas obras desse porte em plena Amazônia são em geral minimizados pelas empreiteiras e pelo poder público quando contrastados com os imensos benefícios que a geração de energia pode trazer ao país.
Viajei a Rondônia em agosto de 2007, antes do início das obras, para tentar entender um pouco melhor essa história. Meu relato sobre a viagem está no blog Na Rua.
Veja mais ensaios fotográficos na nossa galeria.
Para saber mais:
- Novo Porto Velho, matéria de Carolina Derivi, que me acompanhou na viagem, publicada na revista Página 22;
- Vídeo-propaganda sobre as usinas – acredite se quiser;
- ONG Rio Madeira Vivo;
- Relatos da jornalista Carolina Derivi produzidos durante a viagem para o blog Eco Balaio;
- Um mapa para mostrar onde tudo isso acontece.
Cubatão
novembro 26th, 2008 § 0








