O Michaelis já define seu verbete: “sf (multi+mídia) Inform: Sistema que combina som, imagens estáticas, animação, vídeo e textos, com funções educativas, entre outras. M. interativa, Inform: sistema multimídia em que o usuário pode acionar um comando, que é respondido pelo programa, ou controlar ações e funcionamento do programa. adj Inform Referente ao aplicativo que contém uma combinação de som, gráficos, animação, vídeo e texto.” Mas a definição de um sistema mutável pode ser estanque?
Responder com foro de verdade o que é multimídia pode ser tão difícil quanto já foi definir o papel da fotografia quando criada por Talbot e Daguerre. As respostas então, no melhor do pluralismo, vêm em forma de produção. E foi assim, sem grandes pretensões, que Beirut – banda que a Garapa já usou como trilha do especial Boliviano – lançou no ano passado The Flying Club Cup. O “disco” é um ótimo exemplo de criação multimídia. Trata-se de uma reunião de registros em vídeo gravados ao vivo no Brooklyn, NY, nos quais a banda muitas vezes separa os intrumentos quase como em camadas e vai somando-os conforme o vocalista, compositor de todos os instrumentos, letrista e mentor do projeto Zach Condon (o cara na foto, clicado por Danelle Manthey) se move pelo “set”. O site ainda prima pelo inusitado ao dispor as músicas em clique de fotos, aparentemente, aleatórias e sem divulgar o nome da canção que se abrirá ao escolher a imagem preferida.
Outro bom exemplo de produto multimídia é a produção argentina do BLU, onde uma animação em stop motion ganha os muros de Buenos Aires e outras províncias hermanas. O vídeo se chama Muto e já começa a ser figurinha carimbada no youtube. Além da qualidade dos desenhos e ambientações, a abertura anunciando a licensa em creative commons é outro bom indício de qualidade, a intelectual.
Os nórdicos também mandam muito bem, como prova o catálogo online da Ikea feito pelos suecos da F&B e pelos noruegueses da Thomson. O trabalho foi feito em 2005 e, além de continuar atual, influenciou outras centenas, desde filmes publicitários a abertura de novela da Globo. Eu amo as passagens de abertura entre um quarto e outro, o Fehlauer já pira mais no slow motion dentro de cada cena.
E já que o post passou pelos EUA, Argentina, Suécia e Noruega, porquê não dar um pulo no Japão? É de lá que vem o exemplo, ainda não sei se bom ou ruim, de aliar ginástica a aulas de inglês, tudo com o melhor da estética oitentista presente no início da produção dos anos 90. Ainda não sei como alguém conseguiu convencer uma emissora de TV com essa idéia, mas fico muito grato por te-lo feito, pois assim garantiu minhas risadas da semana. Assista aqui ao episódio sobre frases relacionadas a saúde e não deixe de procurar mais episódios do Zuiikin English.







