Santo Antônio e Jirau

fevereiro 12th, 2009 § 3

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Paulo Fehlauer


Porto Velho, em Rondônia, recebeu, ao longo dos anos, diversas levas de migrantes. Esse fluxo é intermitente, e em geral ligado a planos nacionais de desenvolvimento, nascidos em sua maioria no Centro-Sul do país. Depois da madeira, da borracha e do ouro, é a vez da energia elétrica.

A notícia da implantação de duas usinas hidrelétricas no Rio Madeira – Santo Antônio e Jirau – levou o estado a um novo ciclo de suposta prosperidade. A cada dia, diversos ônibus trazem migrantes que vêm à cidade e aos distritos próximos em busca de emprego. Em distritos como Jacy-Paraná, loteiam-se áreas de floresta para ocupação e especulação imobiliária – a população do vilarejo praticamente dobrou em menos de dois anos.

Ao mesmo tempo, populações ribeirinhas tradicionais, acostumadas a retirar o sustento do rio e da terra fértil das suas margens, são desalojadas. O impacto humano e ambiental da construção de duas obras desse porte em plena Amazônia são em geral minimizados pelas empreiteiras e pelo poder público quando contrastados com os imensos benefícios que a geração de energia pode trazer ao país.

Viajei a Rondônia em agosto de 2007, antes do início das obras, para tentar entender um pouco melhor essa história. Meu relato sobre a viagem está no blog Na Rua.

Veja mais ensaios fotográficos na nossa galeria.

Para saber mais:
- Novo Porto Velho, matéria de Carolina Derivi, que me acompanhou na viagem, publicada na revista Página 22;
- Vídeo-propaganda sobre as usinas – acredite se quiser;
- ONG Rio Madeira Vivo;
- Relatos da jornalista Carolina Derivi produzidos durante a viagem para o blog Eco Balaio;
- Um mapa para mostrar onde tudo isso acontece.

Pirapitingui

fevereiro 12th, 2009 § 2

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Paulo Fehlauer


Apesar de o isolamento obrigatório de portadores da hanseníase ser proibido no Brasil desde 1986, o medo do mundo “lá fora” faz com que muitos pacientes sigam vivendo nas diversas colônias que permanecem ativas no país. Pirapitingui, em Itu – SP, é uma dessas colônias. Com 300 hectares, abriga cerca de 400 pacientes.

As fotos que compõem esse trabalho fazem parte da reportagem multimídia “Entremuros da Colônia“, apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso da jornalista Gabriela Agustini.

Veja mais ensaios fotográficos na nossa galeria.

Para saber mais:
- Morhan – Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase;
- Site da colônia de Pirapitingui;
- Artigo da Wikipedia sobre a Hanseníase.