Fotograma Tevé

outubro 26th, 2011 § 0

Está na rede o 5º programa da série Fotograma Tevé, que faz a cobertura do Fotograma, evento do qual participamos no Uruguai há alguns dias. O programa é realizado pelo Centro de Fotografia de Montevideo, e ao final será composto por 24 episódios de 24 minutos cada, que são exibidos na televisão uruguaia e em seguida na internet.

O 5º episódio traz, além da nossa participação, uma entrevista com Facundo de Almeida, diretor do Museu de Arte Precolombiana e Indígena (MAPI), que recebe uma exposição muito interessante do fotógrafo peruano Martin Chambi, e um passeio pelas exposições de Monica Giudicelli e Osmar Santos.

Para ver a lista completa de programas, entre em http://www.montevideo.gub.uy/fotografia/fotogramateve/programas.html

Stephen Shore em São Paulo!

setembro 12th, 2011 § 2

Foto: Stephen Shore

Um dos nomes mais importantes da fotografia contemporânea, o americano Stephen Shore estará em São Paulo essa semana, e teremos a honra de entrevistá-lo em dose dupla. Shore vem ao Brasil a convite do SP Photo Fest, e realiza palestra, workshop e exposição no Museu da Imagem e do Som (MIS-SP).

A palestra, gratuita, acontece na quinta-feira, dia 15/09, às 19:30h, no auditório do MIS, e deve ser concorrida. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes. Assim como em 2009, quando entrevistamos Martin Parr no mesmo auditório, dividiremos o palco na quinta-feira com Shore. Tentaremos transmitir via Twitcam (http://twitter.com/garapa) para quem não puder comparecer.

O MIS fica na Av. Europa, 158.

Veja um teaser da entrevista que fizemos com ele hoje no hotel em que está hospedado:

Identidades latinoamericanas

outubro 21st, 2010 § 1

Durante 5 dias, praticamente nos mudamos para o terceiro andar do Itaú Cultural, aqui em São Paulo, para participar do 2º Fórum Latinoamericano de Fotografia. Estamos produzindo uma série de 20 entrevistas com alguns dos principais nomes do evento.

O set montado.

A proposta brinca com uma curiosa limitação da câmera que utilizamos, a Canon EOS 5D Mark II: por conta do tipo de formatação usado nos cartões Compact Flash (FAT32) os arquivos não podem superar os 4 GB de tamanho. Assim, a gravação é sempre interrompida quando esse limite é alcançado, o que geralmente fica em torno de 12 minutos. Julgamos que seria um bom tempo para a duração das entrevistas, e resolvemos fazê-la sem cortes até que a câmera decida por interromper a gravação.

A primeira entrevista que disponibilizamos é do fotógrafo guatemalteco Luis González Palma, que tem um trabalho impressionante.

Como não sabemos nem gostamos de trabalhar sozinhos, juntamos vários amigos na empreitada: Renata Simões empresta seu talento de apresentadora, Manu Melo Franco no roteiro, Pinna nos gráficos e Daniel Carezzato na montagem e legendas, tudo sob a coordenação de Alexandre Belém e Iatã Cannabrava, além do apoio do Itaú Cultural.

Os videos podem ser vistos no blog do Fórum e no canal do Itaú Cultural no YouTube.

Quando cai a tarde, o Sol fica azul.

Entrevista: Tina Ahrens, Emphas.is

outubro 18th, 2010 § 4

Na mesma linha da entrevista que fizemos com o Arnold van Bruegen, do Sochi Project, entrevistamos agora Tina Ahrens, do projeto Emphas.is.

Nas palavras dos seus idealizadores:

Emphas.is é uma nova e inovadora plataforma para fotojornalistas. Propomos um vínculo raro entre os fotojornalistas e a audiência, e, no processo, aspiramos à criação de um novo modelo de financiamento para o fotojornalismo do século XXI.

Por meio do crowdfunding, mas com uma diferença. O crowdfunding já provou seu sucesso em outras áreas, e acreditamos que o fotojornalismo tem um grande e entusiasmado público, que estará disposto a contribuir financeiramente se tiver o incentivo adequado. Emphas.is oferece esse incentivo na forma de acesso exclusivo a fotojornalistas renomados, selecionados cuidadosamente por uma comissão composta por profissionais do mercado.

Página inicial do site do Emphas.is

Emphas.is é um projeto idealizado pela editora Tina Ahrens e pelo fotojornalista Karim Ben Khelifa, e suas atividades terão início em janeiro de 2011. Confira a entrevista que fizemos com Tina.

1. Como surgiu a ideia de criar o Emphas.is? Qual foi a motivação para isso?

Nós estávamos discutindo o atual estado da mídia uma noite em casa com os amigos e todos concordamos que as instituições da velha mídia não devem se recuperar num futuro próximo, se é que vão se recuperar, e que a solução para continuar a produzir fotojornalismo em profundidade tinha que ser encontrada em outro lugar. Perguntamo-nos qual seria o próximo passo, e Karim teve a idéia de dirigir-se diretamente ao público e perguntar o que ele gostaria de ver publicado. Em vez de pagar por uma revista, que tem conteúdo fixo, a audiência pagaria uma pequena contribuição para a realização de um projeto que é de seu interesse. Então, num certo sentido, estamos apenas cortando os intermediários, os “gatekeepers” de nossa profissão, quando se trata de produção de conteúdo.

2. Muita gente no mercado diz que estamos no meio de uma enorme crise – não há mais veículos para publicação de ensaios, tampouco dinheiro para conteúdo online etc. Você concorda? O Emphas.is seria uma resposta positiva a essa situação?

Há certamente uma grande crise na mídia em curso, não há como negar. Entretanto, eu penso que boa parte da mídia está presa a seus próprios caminhos. É importante analisar como a maioria das pessoas está consumindo notícias atualmente. O leitor não quer mais receber essa informação formatada que é parte de um modelo de comunicação de mão única. A maioria dos leitores procura pela informação que lhe interesse; querem participar e trocar ideias sobre o conteúdo oferecido, e, mais do que tudo, confia em suas redes sociais para se manter informado. Cada vez mais, o leitor confia mais no relato pessoal do que na reportagem objetiva; quer recomendações de pessoas próximas, quer decidir em qual nível de profundidade vai se inserir em uma história, quer discuti-la e moldá-la. Com Emphas.is, nós tentamos levar em conta todas essas tendências e fazer o leitor/espectador um parceiro no processo de produção, mais do que um mero consumidor.

3. Para além das particularidades econômicas, há diferenças estruturais entre os modelos financiados pelo público (crowdfunded) e modelos mais estabelecidos (como, por exemplo, a hierarquia editorial)? Vocês pensam em publicar o material de vocês em papel? Como deve funcionar essa relação?

Como mencionei acima, estamos certamente interessados na criação da noção de parceria com o público. Não queremos mais dizer às pessoas o que vale ser noticiado e o que deve ser de seu interesse, mas levantar questões e apresentar opções. Além disso, queremos criar diálogos e discussões, entre os fotojornalistas e a audiência, sobre certos tópicos que estão sendo investigados pelo Emphas.is. Mas eu gostaria de reforçar que nós acreditamos em uma forte distinção entre o fotojornalismo profissional e o amador.

4. Temos a impressão de que os fotógrafos são, em geral, resistentes a essas novas formas de produção, distribuição, e até mesmo financiamento da produção. Você concorda?

Muitos fotógrafos são relutantes à experimentação, e geralmente muito céticos, acho que é decorrência da profissão. Entretanto, temos recebido um retorno bastante positivo e entusiasmado dos fotógrafos à nossa volta, e parece-nos que muitos deles estão bem dispostos a avançar e explorar novos caminhos e narrativas. O tempo está ótimo para mudarmos as estruturas de poder e sair dessa letargia criada pela crise da mídia.

5. O crowdfunding soa como uma solução de mercado perfeita – o público recebe aquilo pelo que pagou, o fotógrafo recebe não apenas dinheiro mas satisfação. Será este um modelo possível em larga escala? Quer dizer, você acha que será possível, um dia, viver disso?

As pessoas estão dispostas a pagar por algo que valorizem. Nós nos perguntamos ‘qual o valor inerente do nosso trabalho?’ Não estamos pedindo doações, estamos oferecendo ao leitor algum retorno. Nós acreditamos firmemente que as pessoas estão dispostas a pagar por uma experiência, por uma oportunidade única de participar de um processo de criação, para tornar-se parte do trabalho e acompanhar o caminho que os fotógrafos trilham para trazer de volta suas histórias.

Então eu realmente acredito que podemos trazer de volta alguma vida para o processo de produção do fotojornalismo profissional, e torná-lo possível via emphas.is em larga escala. Crowdfunding é uma das várias inovações necessárias para lidar com os problemas que a mídia está enfrentando hoje.

* Entenda o que é o crowdfunding.

Entrevista: The Sochi Project

outubro 12th, 2010 § 1

Rob Hornstra é fotojornalista, Arnold van Bruggen, escritor e cineasta. Ambos são holandeses e, além da nacionalidade, compartilham a paixão pelo trabalho documental. No entanto, como acontece no mundo todo, há pouco (se é que há algum) espaço na imprensa holandesa para trabalhos documentais com profundidade.

Em 2014, os Jogos Olímpicos de Inverno serão realizados na região de Sochi, na Rússia. Sochi fica há apenas 20km da Abkhazia, região conflituosa situada na margem leste do Mar Negro. É a primeira vez que o evento é realizado em uma área, digamos, pouco glamurosa, cheia de contrastes.

Rob e Arnold decidiram cobrir a história – os preparativos, as transformações, os conflitos que surgirão nos próximos quatro anos. O problema é que, hoje, é virtualmente impossível achar um veículo que compre um projeto desse tamanho. Para resolver o impasse, eles resolveram passar o chapéu, e pedir ao próprio público que financie a empreitada. Criaram então The Sochi Project.

© Rob Hornstra

O projeto foi dividido em cinco etapas, correspondendo aos seus cinco anos de duração. Também foram criadas categorias de apoio, cada uma com benefícios específicos, a partir de faixas de valores de doações. Por exemplo, quem doar 10 euros em um ano tem acesso a uma área privada no website do projeto, com informações mais detalhadas. Os benefícios de quem doar 1000 euros, por exemplo, incluem cópias assinadas de fotografias, publicações especialmente editadas, entre outros.

No primeiro ano do projeto, os jornalistas arrecadaram cerca de 22 mil euros. Para o segundo ano, a conta já supera os 7 mil.

© Rob Hornstra

O projeto chamou a nossa atenção: caso funcione, a ideia soa como o melhor dos mundos: tanto o público quanto o autor são recompensados – o público recebendo conteúdo de qualidade, e o autor tendo a chance de desenvolver um trabalho sério e que corresponda às suas expectativas.

Será o chamado “crowdfunding” uma possibilidade real em um futuro próximo? Ficamos com essas questões martelando na cabeça e resolvemos perguntar para eles. Arnold nos respondeu prontamente (clique em “Continue” para ver a entrevista).

» Read the rest of this entry «

Martin Parr na íntegra

maio 15th, 2009 § 2

Confira aqui a íntegra da entrevista que fizemos com o fotógrafo britânico Martin Parr. O evento aconteceu no MIS – São Paulo, no dia 12 de maio de 2009. O evento foi um sucesso, com casa cheia e intensa participação online. Fizemos o que chamamos de “entrevista colaborativa“, com a participação da platéia presente e do público que acompanhou a transmissão ao vivo pelo site. Para quem não viu e quer ver, ou para quem viu e quer rever, abaixo, acompanhe as conversas no chat e as quase duas horas de papo com Martin. Obrigado a todos os que participaram.

Chat:

Realização: SP Photo Fest
Transmissão: StudioIntro

Parte 1:

Parte 2:


Entrevista colaborativa: Martin Parr

maio 1st, 2009 § 19

Martin Parr, from Common Sense  1995-1999.Fomos convidados pela organização do SP Photo Fest para entrevistar o fotógrafo britânico Martin Parr, que vem ao Brasil na próxima semana e dará palestra no Museu da Imagem e do Som (MIS) no dia 12 de maio.

Martin, na nossa opinião, tem um dos trabalhos mais originais e provocativos da atualidade, um olhar que chega a ser estranho dentro do classicismo da Magnum, agência da qual é membro. Parr chegou a ser criticado por Henri Cartier-Bresson, que considerava o seu trabalho não uma documentação, mas uma gozação com os seus personagens. Por essas e outras, somos fãs declarados do cara.

Dada a responsabilidade do convite, e considerando os nossos ideais enquanto coletivo fotográfico, resolvemos tornar a própria construção da entrevista um processo coletivo. O espaço de comentários abaixo está aberto a sugestões, perguntas, críticas, discussão. Nosso roteiro para a entrevista se baseará na conversa que tivermos por aqui. Portanto, participem.

O evento terá tradução simultânea e será transmitido ao vivo pela internet, com espaço para participação do público presencial e online. Acompanhe aqui: http://garapa.org/martin-parr-ao-vivo

Lembrando: a entrevista acontece no dia 12 de maio, das 19h30 às 21h30, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo.
O MIS fica na Av. Europa, 158, no Jd. Europa (veja o mapa). Mais informações em http://spphotofest.com.br.

Abaixo, uma lista de links para “fomentar o debate”:

Currículo de Martin Parr (PDF) (inclui uma ótima entrevista com Martin realizada em 2007);
Press Release – Martin Parr no MIS (PDF);
Página de Martin Parr na Agência Magnum;
No YouTube: Parr fala sobre o seu trabalho (Parte 1 e Parte 2);
Página sobre Martin Parr na Wikipedia;
Site oficial de Martin Parr.

Coletivizando

setembro 30th, 2008 § 3

Foto: Cia de Foto

Foto: Cia de Foto

Hoje daremos o primeiro passo para o início de uma nova seção do site.
Mensalmente a Garapa irá visitar fotógrafos, videomakers, editores, enfim – profissionais com perfis semelhantes ou não aos nossos e dessas visitas nascerão uma entrevista em texto e um slideshow com algumas imagens e frases desse encontro.
Pra botar a bola em jogo, nada melhor do que começar com quem, assim como nós, pensa e vive em coletividade: Cia de foto.
A explicação mais aprofundada do motivo da escolha da cia, assim como uma prévia de alguns dos assuntos que serão abordados hoje, depois do expediente, lá no estúdio deles está aqui.
A foto desse post foi tirada da caixa de sapatos que eles colocaram no flickr, antes como CC, agora com direitos reservados (também vamos conversar sobre isso).
Mas eu que não vou ficar aqui adiantando todo o conteúdo da entrevista, já que uma das coisas mais legais dessa primeira conversa é o fato de estarmos sendo recebidos na casa do coletivo, com direito a cerveja dos anfitriões e nós, como bons garapeiros, prometemos a cachaça! Então as surpresas serão mais que bem vindas e tentaremos colocar o resultado dessa conversa no ar o mais rápido possível.
E para quem acha que debater os coletivos não tá com nada, sugiro uma voltinha no Butantã-USP, sexta perto das 18:00… coletivização melhor não há.

Gorki Águila e a periculosidade

setembro 22nd, 2008 § 1

Primeiro “produto” a sair do forno da viagem que fizemos a Cuba em julho. Quando estávamos em Havana, conversamos por cerca de uma hora com o músico Gorki Águila, líder da banda de rock Porno Para Ricardo. Gorki passou 4 dias preso recentemente, sob a vaga acusação de “periculosidade”. Entre outros assuntos, Gorki falou conosco exatamente sobre o significado de “ser perigoso” em Cuba.

Ainda estamos trabalhando no material cubano, há muito material para editar. A breve entrevista com o Gorki foi editada para a MTV, já que o tema e o personagem têm tudo a ver com o público da emissora.

Acompanhe:


Gorki Águila from Garapa on Vimeo.

Veja todos os trabalhos feitos para a MTV clicando aqui.


Para levar:

Para fazer download do vídeo, clique aqui (clique com o botão direito, em seguida “Salvar como”).

Clique aqui para assinar o podcast com um leitor de RSS e receber as atualizações automaticamente.