Participaremos, no próximo dia 19, do Dia do Espanhol, evento realizado pelo Instituto Cervantes em 73 cidades de 56 países, e que em São Paulo acontece no Memorial da América Latina.
Durante o evento, vamos fazer uma oficina de produção multimídia com jovens estudantes, apresentando algumas referências, discutindo formatos e produzindo ao final uma série de pequenas reportagens. O resultado da oficina será apresentado ao público no final da atividade, além de ser publicado aqui no nosso site.
A quem quiser aparecer, fica o convite – haverá diversas atividades (música, teatro, oficinas etc.) durante o dia inteiro. A programação está no site do evento.
Estamos acertando os últimos detalhes aqui na exposição do Encontro de Coletivos Fotográficos Euroamericanos, em Soria, Espanha. Daqui a pouco acontece a abertura da exposição, e vamos transmitir uma parte do evento ao vivo pelo site. Portanto, fique de olho. A abertura começa às 20h aqui em Soria, 15h no Brasil.
UPDATE: Infelizmente, o áudio não funcionou no dia, e só descobrimos no final. Fica como exercício tentar adivinhar o que as pessoas estão falando no vídeo abaixo ;)
Chegamos a Soria, uma pequena cidade localizada no berço da nação espanhola, em uma área com apenas 2 habitantes por quilômetro quadrado. Amanhã partimos para a exploração da cidade e dos seus arredores.
No pixo: 'Habeis tapado todo con vuestra propaganda. Egoistas. El niño Jesus os odia.'
Ontem foi o dia das inaugurações. No auditório do Ministério da Cultura, às 10:30, o amigo Hector (do coletivo espanhol Pandora) mediou a mesa inaugural.
À tarde, 6 coletivos apresentaram seus trabalhos, entre eles os amigos da Cia de Foto aqui representados pelo Rafa, João e Carol. A surpresa do dia foi o coletivo italiano TerraProject. Imagens muito bem pensadas e trabalhadas… o ensaio deles na exposição, que inaugurou às 20:00 horas na antiga fábrica de tabacos, é fantástico!
Madrid é linda, os amigos por perto fazem da cidade ainda melhor, mas o encontro “empieza muy temprano tio” e na cabeça ainda ficam as músicas cantadas no karaoke underground apresentado pelos anfitriões do Blank Paper.
O dia em imagens, então:
Indo para o encontro e Madri nos recebe com uma chuva de 'granito'
esperando que as pedras parassem de cair junto a Hector e Sergi (pandora)
cañas y tapas en la bodega! Ah se fosse tão barato comer e beber em SP!
o muro em Madrid!
O ensaio pronto na parede!
o video dos amigos do IZ e Pellizzon na fábrica de tabacos que virou exposição lotada
gastando o portuñol hablando de la división entre gente y mata (sim, não existe mata em español)
Sala com as fotos do Terra Project. A exposição ficou lotada durante toda inauguração
Ah o karaoke! Da-le Madrid!
obra de arte no teto do quarto 1002 (ou, como esconder o detector de fumaça)
Recebemos ontem a programação do E-CO – Encontro de coletivos fotográficos euroamericanos, onde estaremos a partir da semana que vem. Ansiosos é pouco, vejam só:
Programação em Madri. Clique para ampliar.
Manteremos um diário da viagem por aqui, resumindo as principais atividades, portanto fiquem de olho.
Pra quem ainda não ouviu falar, o encontro vai reunir 20 coletivos fotográficos da Europa e América Latina. Serão quatro dias em Madri e mais três em Soria, uma pequena cidade próxima à capital espanhola.
Obviamente, a expectativa é grande e já estamos bastante ansiosos. É interessante ver o crescimento e o respaldo desse movimento em torno da produção coletiva, mesmo que a ideia não seja necessariamente nova. As definições de “coletivo” são as mais diversas, mas uma característica que todos os grupos têm em comum é essa predisposição à colaboração. Esse, especificamente, vai ser o desafio em Soria: produzir um ensaio realmente coletivo durante a nossa estada por lá. Além disso, o tema geral do encontro também é sensacional: “Novas estratégias de produção e circuitos de visibilidade alternativos para projetos fotográficos”.
Vai ter muito trabalho bom exposto e apresentado, então vamos deixar que as imagens sejam vistas no próprio site do encontro e nos sites dos coletivos participantes. De nossa parte, já concluímos a edição do ensaio sobre o muro do morro Santa Marta, e em breve publicaremos aqui, mas temos algumas novidades que vão ficar escondidas na manga até a hora do encontro (surpresa é sempre legal, vai).
Pra dar uma ideia de como vai ser o ensaio, aí vai uma prévia…
Editar um ensaio fotográfico é sempre uma tarefa difícil de executar, às vezes até dolorosa. Multiplique a tensão por três (no nosso caso) e você terá uma ideia do que é editar em um coletivo. Se no processo de captação o diálogo é conceitual, propositivo, na hora da edição é que vem o verdadeiro exercício de coletividade. Quando a proposta é criar um ensaio coeso envolvendo três visões que podem ser parecidas, mas nunca iguais, é preciso avaliar muito bem as posições do indivíduo e do coletivo – até onde vão os limites de um e de outro – e é aí que o papo esquenta.
O bom é que esse processo é sempre construtivo – pelo menos no nosso caso, felizmente. O ensaio, no final, reflete não apenas as pontas do triângulo, mas a sua superfície – ou seja, o diálogo entre os três.
Tudo isso para dizer que estamos no processo de edição do trabalho que levaremos ao Encontro de Coletivos Fotográficos Euroamericanos, que acontece em Madri no mês de maio. Decidimos dar sequência a um trabalho que iniciamos no ano passado, sobre o muro que foi construído na comunidade Santa Marta, no Rio de Janeiro. Na verdade, decidimos reiniciar o trabalho em uma nova proposta, trabalhando e experimentando com formatos analógicos (bem variados, por sinal).
O trabalho ainda não está finalizado – colocamos as fotos na parede e estamos “namorando” a proposta de montagem. Publicaremos aqui quando estiver tudo pronto. Por enquanto, como diria Pedro Bial, é só uma espiadinha.
A notícia não é nova, mas vale o post. Estamos entre os 20 selecionados do programa Descubrimientos PHE São Paulo. Esse ano, o programa, que acontece na Espanha desde 1998, expandiu suas fronteiras e foi “descobrir” trabalhos em São Paulo e na Guatemala. Em dezembro, participaremos de uma leitura de portfolio que já vale pela experiência, mas que ainda pode render muito mais.
O Daniel Marenco postou a lista dos convocados, da qual ele também faz parte, então nos eximimos da tarefa – veja aqui.
A série que inscrevemos faz parte ainda do “Morar“, nosso principal trabalho em 2009. É interessante ver como há inúmeras histórias dentro de uma história – ou inúmeras possibilidades de contar essa história. Para a série do PHE, montamos dípticos que procuram mostrar o contraste entre o antes e o depois, seja no ambiente ou na expressão das pessoas.