Rutina quiteña

novembro 1st, 2011 § 0

Vista de Quito a partir de Cruz Loma.

A “rotina” foi o tema escolhido pelos participantes da oficina que realizamos em Quito, em parceria com a Galeria Experiência. Para nós, foi uma oportunidade de perceber o lado metrópole de Quito, muito parecido com o cotidiano com o qual estamos acostumados (e totalmente diferente da sensação de estar 1000m acima da cidade, como na foto acima).

Os participantes foram divididos em dois grupos, e cada um explorou o tema de uma forma distinta (e, por que não, complementar). O primeiro grupo trabalhou a rotina matinal de todos os integrantes, do momento de acordar até a hora de sair de casa. O segundo explorou a rotina cíclica de uma esquina movimentada da cidade: carros passam, pedestres esperam; carros esperam, pedestres passam. Vejam o resultado:

Participaram da oficina:

- Martin Bustamante;
- Maria Jose Torres;
- Alfredo Aguirre;
- Marialina Villegas;
- Florencia Castello;
- Andres Sebastian Muñoz Mera;
- Diego Pallero;
- Isabel Gonzales.

Agradecemos a todos os participantes e à organização do Fotodocumental pela ótima semana (nada rotineira) que nos proporcionaram.

Latitude zero – Fotodocumental 2011

outubro 24th, 2011 § 0

O GPS diz: 0º12’40″S. Quito, Equador. A respiração ofegante comprova a altitude: 3000m acima do nível do mar.

Mirador Panecillo

Hoje começa o Fotodocumental 2011, terceira edição do festival que busca discutir a fotografia documental latinoamericana. Estamos por aqui revendo amigos de outrora e conhecendo novos. O festival conta com oficinas, palestras, conferências, exposições e leituras de portfolio. Trouxemos para cá uma parte do ensaio Mulheres Centrais, trabalho que ficará exposto na FLACSO junto com o trabalho dos amigos da Galeria Experiência. Também com os “Experientes”, realizaremos uma oficina de 5 dias e a conferência de abertura, que acontece hoje às 19h (22h no horário de Brasília) será transmitida via internet no site do evento.

Folder do festival

O sino e a maria-fumaça

agosto 3rd, 2011 § 0

Foto: Pedro Silveira / Divulgação

Entre 25 e 29 de julho, participamos do 24o. Inverno Cultural da UFSJ, em São João Del Rei – MG. Realizamos a oficina Experiência Multimídia, que tem como objetivo familiarizar os participantes com o documentário audiovisual e as possibilidades de distribuição online. Em uma semana, os dois grupos formados produziram dois mini-documentários, cada um sobre um personagem da cidade. Aqui está o resultado.

Nilson, porteiro e sineiro da Igreja de São Francisco de Assis:

Alexandre, maquinista da Maria Fumaça que liga São João a Tiradentes:

 

Veja mais fotos no Flickr do festival.

Maquete em cartaz

maio 3rd, 2011 § 1

Recebemos uma ótima notícia hoje. O video MAQUETE, produzido na oficina “Experiência Multimídia”, que realizamos em Brasília em 2010 como parte do programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais, será exibido essa semana no Festival Internacional de Filmes Curtíssimos, também na capital federal. O festival, que tem caráter competitivo, traz diversos filmes com até 3 minutos de duração.

Maquete é um trabalho de Alan Schvarsberg, Thais de Mendonça Jorge, Liana Lessa e Hélio Jorge, e será exibido sexta-feira, 6 de maio, às 20h no Museu da República.

Parabéns, pessoal!

Ah, para quem não está em Brasília, aí vai o video produzido no workshop:

Morar – Descubrimientos Photo España

outubro 30th, 2009 § 12

A notícia não é nova, mas vale o post. Estamos entre os 20 selecionados do programa Descubrimientos PHE São Paulo. Esse ano, o programa, que acontece na Espanha desde 1998, expandiu suas fronteiras e foi “descobrir” trabalhos em São Paulo e na Guatemala. Em dezembro, participaremos de uma leitura de portfolio que já vale pela experiência, mas que ainda pode render muito mais.

O Daniel Marenco postou a lista dos convocados, da qual ele também faz parte, então nos eximimos da tarefa – veja aqui.

A série que inscrevemos faz parte ainda do “Morar“, nosso principal trabalho em 2009. É interessante ver como há inúmeras histórias dentro de uma história – ou inúmeras possibilidades de contar essa história. Para a série do PHE, montamos dípticos que procuram mostrar o contraste entre o antes e o depois, seja no ambiente ou na expressão das pessoas.

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Garapa no FestFoto Porto Alegre 2009

outubro 24th, 2008 § 7

Uma boa notícia. Fomos gentilmente convidados a participar do FestFotoPoa, Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre, em abril de 2009 (que homenageia o fotógrafo Luis Humberto). Além de apresentar o nosso trabalho, e fazer a “première” do trabalho que fizemos em Cuba, vamos realizar uma oficina de jornalismo multimídia durante todo o período do festival, produzindo no final uma cobertura colaborativa do evento e do seu entorno.

Abaixo, o texto de apresentação que escrevemos para o festival

Desde o início da Garapa, convivemos com uma pergunta simples: o que fazemos? A resposta é mais simples ainda: não definimos. Multimídia, hipermídia, áudio-slideshow, jornalismo wiki, novo documentarismo… nenhum dos rótulos nos cabe, pois não nos define. Fazemos o que gostamos de fazer, sem nos importarmos com plataformas, fórmulas, ou conceitos pré-estabelecidos (e também sem tanta pretensão).

Um fato, entretanto, é incontestável: encontramos na internet a melhor parceira para exibição, divulgação e fomentação do que estamos fazendo. Não poderia ser de outra forma, já que a Garapa surgiu de um descontentamento com o mercado do fotojornalismo nacional. A cada nova edição da Folha de S. Paulo, víamos que faltava espaço para a nossa produção e sobravam histórias a serem contadas.

Foi assim que, no final de mais um expediente, sentamos no Folhão (o boteco em frente ao jornal) e, em meio a cervejas e generosas doses de cachaça, uma nova idéia de bar nascia: a Garapa como site de jornalismo independente que se comprometesse exclusivamente com um conceito – contar histórias.

Para contá-las, misturamos fotos, áudio, video, texto e tudo mais que possa ser narrativa. Mais do que uma oficina, é esse conceito que queremos levar para o Festfoto 2009, essa paixão, loucura e entusiasmo por ser a essência do fotojornalista: um contador de histórias, alguém que enxerga conteúdo a cada esquina, cada pessoa, cada ambiente, e que não se contenta “apenas” com um clique.

Durante a oficina, iremos trabalhar o conceito do ensaio, sendo este ensaio inserido no novo jornalismo, apoiado por inserções de áudio e vídeo, criando uma peça para ser veiculada nesse novo conceito de mídia.

Nada melhor então do que usar o próprio FestFoto como ponto norteador da história a ser contada, seus bastidores, oficinas, fotógrafos, tendo assim um campo fértil de entrevistados. Obviamente, um festival desse porte vai além das salas e galerias; ele se expande para bares, praças, rodas de bate-papo. Pretendemos registrar também esses momentos, o cotidiano das pessoas inscritas nas oficinas, as mini-histórias que enriquecem uma maior; enfim, o ensaio que tanto queremos.

Para quem gosta da parte técnica, vamos trabalhar com softwares como Amadeus Pro e Garage Band (áudio), Final Cut (vídeo) e Adobe Lightroom (armazenamento, catalogação e tratamento), mas não pretendemos nos prender à técnica; nosso foco estará sempre nas histórias.

É assim que a Garapa quer desembarcar em Porto Alegre em abril, com a idéia de uma oficina que pretende não apenas registrar um festival, mas criar, de forma colaborativa, um grupo de pensadores e contadores de histórias que têm na fotografia o seu meio de expressão maior.

Cubanas



Documentário sobre Cuba

Em Julho de 2008, desembarcamos em Havana com um idéia despretensiosamente pretensiosa. Muito além de produzir um documentário que caísse no simplismo de ser pró ou anti-Castro, queríamos descobrir nossos paralelos habaneros, mesmo que para isso tivéssemos que deixar nossos ismos na mala, inclusive o romantismo pela revolução de 1959 (que, em janeiro, completa meio século).

Nossos paralelos foram escritores, músicos, pintores, artistas; em geral, jovens que, como nós, buscam alguma maneira de ter voz ativa no mundo que os circunda.

Havana foi então mais paradoxal do que qualquer uma de nossas ideologias, embora tenha reafirmado uma máxima de José Martí: Pátria é humanidade!

No FestFoto, faremos a première desse documentário ainda sem nome, que está sendo finalizado e que terá cerca de 20 minutos. Até lá, esperamos que o nome dele nos venha tão suave quanto a brisa do Malecón ou revigorante como uma dose de rum em Habana Vieja.