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fevereiro 6th, 2009 § 1

Mercado

dezembro 26th, 2008 § 0

No bolso da Bolsa

novembro 3rd, 2008 § 8


Na sexta-feira, 24/10, conversamos com o editor de fotografia da Folha de S. Paulo, Toni Pires, e sugerimos um trabalho de imersão no pregão da BM&F, já que a crise do mercado financeiro vinha sendo a tônica até em rodas de futebol.

Visitamos o pregão da bolsa diversas vezes – do dia 27, segunda-feira, até o dia 31, sexta, sempre conversando com operadores e funcionários da Bolsa.

Na quinta-feira, véspera do fechamento da Bovespa, ouvimos o representante do Sindicato do Mercado de Capitais, Hugo Nunes, relatar que “crises como a do 11 de setembro, a do Nahas e a asiática foram desgastantes pra nós, mas essa última está sendo uma das piores.”

O alarde não é desproporcional neste mercado no qual algumas empresas já desvalorizaram até 70%. Dentro desse quadro, a semana retratada demonstra o dia-a-dia em meio à crise.

Se na bolsa de valores já são habituais os calos vocais, resultado de anos de uma jornada de trabalho feita no grito, o estresse, sempre presente, agora reforça ainda mais a sua marca em cada expressão.

Em conjunto com as fotos obtidas nessa semana de pregão, gravamos também videos e entrevistas em áudio para que pudéssemos ter uma visão cada vez mais aprofundada desse microcosmo, no coração do centro da cidade, que não apenas recebe as influências de uma crise, mas muito vezes redefine seus rumos.

Foi assim que, do mezanino central, quase como em um aquário, a Garapa observou cada gesto, expressão e anotação dos operadores da bolsa, contando a história de uma semana de recuperação dos Mercados depois de tanta queda.

A Folha de S. Paulo, após alguns desencontros de informação e espaço físico no jornal (queriam publicar as fotos no jornal, além de colocar na Folha Online), acabou não veiculando a peça, o que nos fez lembrar a declaração que ouvimos de um operador, tão suado quanto um jogador de futebol, que nos disse ao final do último pregão da semana:

- Sabem qual o melhor remédio pra curar uma crise? Paciência, muita paciência!


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Tierra Desnuda – Garapa no México

julho 8th, 2008 § 8

Por alguns dias, garapa virou guarapo. Acabamos de passar 20 dias em terra estrangeira, expandindo os horizontes pela América Latina. Começamos pela Cidade do México, onde participamos do Foundry Photo Workshop, um evento que reuniu dezenas de fotojornalistas e aprendizes do mundo inteiro.

Entre as diversas discussões que tivemos, conseguimos puxar um pouco a conversa para alguns tópicos que nos tocam diretamente. Primeiro, a necessidade de uma maior integração dos profissionais latino-americanos. Uma das questões que discutimos foi a abertura da grande mídia a profissionais locais, ou “por que é que os jornais enviam um fotógrafo americano para cobrir conflitos no Haiti?”. Claro que a pergunta não foi respondida, mas isso motivou uma discussão bem interessante e contatos promissores.

Parênteses: se esse assunto lhe interessa, entre na comunidade Nuestra Mirada, criada para integrar os profissionais latino-americanos.

Outra discussão derivada da primeira foi relacionada à própria idéia de grande mídia – no caso, grande mesmo, Time e Newsweek, por exemplo. Mais uma vez, o acordo entre os jovens fotógrafos foi de que há a necessidade de buscar outros caminhos, há um mundo inteiro a ser explorado. Nunca na História foi tão fácil produzir e distribuir conteúdo; se o famigerado mercado não paga por esse conteúdo, então que se crie um mercado novo, alternativo. E bola pra frente.

Além de toda a discussão, precisávamos produzir. No período da nossa estadia no México, um grupo de trabalhadores rurais sem terra – Movimiento de Los 400 Pueblos – acampava em uma praça na região central da cidade. Duas vezes ao dia, eles tiravam as roupas e se postavam nus em frente a uma das principais avenidas da capital mexicana, batucando e gritando por “respuesta”, sempre cercados por um cordão de policiais que se limitavam a assistir à manifestação diariamente.

Resolvemos, então, documentar um pouco do cotidiano e dos anseios desse grupo, e chegamos ao mini-documentário que acompanha esse texto: Tierra Desnuda.

Depois do México, seguimos para Havana, Cuba, mas isso é assunto para outro post.


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