Estaremos na capital baiana entre os dias 27 de março e 1 de abril realizando o workshop “Narrativas Digitais”.
Voltado para artistas, estudantes e profissionais do campo das artes visuais, o workshop tem como propósito estimular o pensamento e a produção de conteúdo audiovisual com foco nas redes virtuais. Serão produzidas peças audiovisuais de curta duração, integrando som, fotografia e vídeo, sobre temas decididos em conjunto, para distribuição online. A ideia é explorar todas as etapas da produção.
O projeto Narrativas Digitais é patrocinado pela CAIXA, e prevê duas oficinas, uma em Salvador e outra em São Paulo.
Quando: De 27/03 a 30/03, das 14h às 18h + Dia 31/03 das 10h às 18h + Dia 01/04 das 10h às 14h.
Custo: Gratuito
Número de vagas: 15
Público-alvo: artistas, jornalistas, técnicos e profissionais locais. É pré-requisito que o participante resida em Salvador ou cidades vizinhas.
Inscrições e seleção:
Os interessados deverão preencher o formulário de inscrição disponibilizado ao final desta página. O prazo de inscrição vai até o dia 20 de março. A seleção dos participantes será realizada pelo Coletivo Garapa, após avaliação das informações submetidas pelos interessados. Buscaremos integrar participantes com experiências diferentes, entre foto, audio, video e texto. Após a divulgação dos selecionados, estes serão contatados e terão 4 dias para confirmar a sua participação.
Objetivos:
Debater as possibilidades narrativas multimidiáticas e a distribuição de conteúdo audiovisual no contexto das redes digitais.
Promover a familiarização dos participantes com o trabalho em coletivo e com as ferramentas de produção e divulgação de conteúdo.
Produzir duas peças audiovisuais de curta duração que serão veiculadas no site da Garapa e ficarão disponíveis para download e distribuição on-line.
Está no ar o resultado da oficina que realizamos no 7o. Paraty Em Foco. O site Caminho do Ouro reúne os conteúdos produzidos pelos participantes, e está em plena construção, mesmo após o evento. A proposta era criar micro-narrativas com múltiplos formatos durante uma caminhada pelo histórico Caminho do Ouro, uma trilha construída entre os séculos XVII e XIX para escoamento de ouro e mercadorias. As pedras da trilha serviram de inspiração para o grupo. As narrativas foram publicadas em diversas redes sociais (YouTube, Flickr, Everytrail) e reunidas em um site baseado na plataforma Tumblr
Veja abaixo um dos vídeos produzidos pelo grupo, um passeio sensorial de olhos vendados:
Entre 25 e 29 de julho, participamos do 24o. Inverno Cultural da UFSJ, em São João Del Rei – MG. Realizamos a oficina Experiência Multimídia, que tem como objetivo familiarizar os participantes com o documentário audiovisual e as possibilidades de distribuição online. Em uma semana, os dois grupos formados produziram dois mini-documentários, cada um sobre um personagem da cidade. Aqui está o resultado.
Nilson, porteiro e sineiro da Igreja de São Francisco de Assis:
Alexandre, maquinista da Maria Fumaça que liga São João a Tiradentes:
Como, infelizmente, a oficina que daríamos no Dia do Espanhol acabou não acontecendo, resolvemos trazê-la para a nossa casa, aproveitando para transformá-la em um teste, um piloto de um projeto no qual pensamos já há algum tempo.
A oficina, chamada de “Narrativas Digitais” vai acontecer no próximo domingo, dia 4 de julho, aqui na Casa da Cultura Digital, sede da Garapa. Vejam abaixo as informações gerais e, caso interesse, inscrevam-se. As vagas são limitadas.
Oficina realizada em 2009 no FestFotoPoa, em Porto Alegre.
Número de vagas: 12 (a seleção será feita por ordem de inscrição)
Objetivos:
- Debater as possibilidades narrativas e de distribuição de conteúdo audiovisual no contexto das redes digitais.
- Promover a familiarização dos participantes com o trabalho em coletivo e com as ferramentas de produção e divulgação de conteúdo.
- Produzir três peças audiovisuais de curta duração que serão veiculadas no site da Garapa e ficarão disponíveis para download e distribuição on-line.
Público-alvo:
Estudantes e demais interessados pelo tema das narrativas digitais.
Obs.: Esta é uma oficina prática de familiarização, com foco nas possibilidades narrativas. Portanto, não espere formação técnica avançada ou grande carga teórica.
Dinâmica:
A oficina será dividida em três etapas: apresentação, captação e edição. Serão formados 3 grupos, a fim de explorar diferentes possibilidades narrativas. É importante (mas não obrigatório) que os participantes selecionados tragam câmera fotográfica digital (não precisa ser profissional).
UPDATE: Inscrições encerradas. Aguardem os resultados!
Alguns meses atrás, fomos procurados pela Marta Madalon, coordenadora do projeto VCU.br, que é sediado na Casa das Caldeiras, em São Paulo.
O projeto, como diz a própria descrição, visa à “formação e inserção no mercado profissional de novos videomakers, destinado a jovens que vivem em áreas periféricas da Grande São Paulo”.
Marta nos procurou para que apresentássemos nosso trabalho e realizássemos uma oficina “estilo Garapa” com o grupo. Conversamos sobre o trabalho em coletivo, Creative Commons, possibilidades, mercado, fotografia…
Foi muito legal ver o pessoal ali, escondidos nas catacumbas da Casa das Caldeiras, produzindo vídeo de qualidade, comprometidos com as causas e histórias das suas regiões.
Dois dias de oficina resultaram no vídeo abaixo, que recebemos hoje em nosso e-mail. Obrigado ao pessoal do VCU, esperamos continuar próximos em 2010!
Voltamos do Recife já faz quase um mês e, até hoje, estávamos em dívida com a galera de lá.
Em novembro, participamos da III Semana de Fotografia – demos um workshop e discutimos (via Skype!) essa coisa chamada multimídia.
Foram dias intensos, pra resumir. Foi bom encontrar e reencontrar pessoas, dar caras e bocas a outras que só conhecíamos por seus trabalhos e/ou fotinhas de redes virtuais. Bom também foi conhecer uma cidade vibrante, alcoólica, colorida, criativa…
Abaixo, dois videos. O primeiro, resultado da oficina, traz 7 micro-histórias produzidas pelo grupo e interligadas por um tema geral: o muro, seja ele concreto ou sutil, público ou privado, físico ou social.
Participaram da oficina: Adriana Freire, Fabiola Melo, Bernardo Dantas, Emiliano Dantas, Gabriel Laprovítera, Iezu Kaeru, Ricardo Moura, Marcelo Soares, Marco Antônio Silva, Felipe Ferreira, Luciana Ourique, Wagner Ramos, Marcelo Feitosa, Fernanda Mafra, Wilma, Bruna Gonçalves, Osmário Marques, Joana Calazans, Flavia Braga, Mariana Lima, João Guilherme, Adria de Souza, Danilo Galvão e Maíra Gamarra.
O segundo vídeo foi o que apresentamos na palestra da sexta-feira, feita via Skype, direto de Porto Alegre, pelo já quase casado Leo. Para essa projeção, fizemos um convite a diversas pessoas que de alguma forma participaram do nosso ano.
Estão na projeção: Anderson Barbosa, Paulo Batalha, Caio Leão, Garapa, IZ, Daniel Marenco, Juliana Mundim, Coletivo Odin, Pandora, Raquel Brust, Coletivo SUB, Eduardo Seidl, Talita Virgínia, Marcelo Feitosa e Iezu Kaeru.
Durante nove dias, a Garapa troca o caos paulistano pelos ares (até então) frescos da capital gaúcha. Participamos como convidados do Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre, o FestFotoPoa, que homenageia o fotógrafo Luiz Humberto e traz da França Marc Riboud, entre outros destaques.
Além de participar de uma mesa de debate, durante toda a semana daremos uma oficina de jornalismo multimídia que contribuirá com a cobertura online do evento. Essa cobertura será feita em um blog criado especialmente para isso.
Uma boa notícia. Fomos gentilmente convidados a participar do FestFotoPoa, Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre, em abril de 2009 (que homenageia o fotógrafo Luis Humberto). Além de apresentar o nosso trabalho, e fazer a “première” do trabalho que fizemos em Cuba, vamos realizar uma oficina de jornalismo multimídia durante todo o período do festival, produzindo no final uma cobertura colaborativa do evento e do seu entorno.
Abaixo, o texto de apresentação que escrevemos para o festival
Desde o início da Garapa, convivemos com uma pergunta simples: o que fazemos? A resposta é mais simples ainda: não definimos. Multimídia, hipermídia, áudio-slideshow, jornalismo wiki, novo documentarismo… nenhum dos rótulos nos cabe, pois não nos define. Fazemos o que gostamos de fazer, sem nos importarmos com plataformas, fórmulas, ou conceitos pré-estabelecidos (e também sem tanta pretensão).
Um fato, entretanto, é incontestável: encontramos na internet a melhor parceira para exibição, divulgação e fomentação do que estamos fazendo. Não poderia ser de outra forma, já que a Garapa surgiu de um descontentamento com o mercado do fotojornalismo nacional. A cada nova edição da Folha de S. Paulo, víamos que faltava espaço para a nossa produção e sobravam histórias a serem contadas.
Foi assim que, no final de mais um expediente, sentamos no Folhão (o boteco em frente ao jornal) e, em meio a cervejas e generosas doses de cachaça, uma nova idéia de bar nascia: a Garapa como site de jornalismo independente que se comprometesse exclusivamente com um conceito – contar histórias.
Para contá-las, misturamos fotos, áudio, video, texto e tudo mais que possa ser narrativa. Mais do que uma oficina, é esse conceito que queremos levar para o Festfoto 2009, essa paixão, loucura e entusiasmo por ser a essência do fotojornalista: um contador de histórias, alguém que enxerga conteúdo a cada esquina, cada pessoa, cada ambiente, e que não se contenta “apenas” com um clique.
Durante a oficina, iremos trabalhar o conceito do ensaio, sendo este ensaio inserido no novo jornalismo, apoiado por inserções de áudio e vídeo, criando uma peça para ser veiculada nesse novo conceito de mídia.
Nada melhor então do que usar o próprio FestFoto como ponto norteador da história a ser contada, seus bastidores, oficinas, fotógrafos, tendo assim um campo fértil de entrevistados. Obviamente, um festival desse porte vai além das salas e galerias; ele se expande para bares, praças, rodas de bate-papo. Pretendemos registrar também esses momentos, o cotidiano das pessoas inscritas nas oficinas, as mini-histórias que enriquecem uma maior; enfim, o ensaio que tanto queremos.
Para quem gosta da parte técnica, vamos trabalhar com softwares como Amadeus Pro e Garage Band (áudio), Final Cut (vídeo) e Adobe Lightroom (armazenamento, catalogação e tratamento), mas não pretendemos nos prender à técnica; nosso foco estará sempre nas histórias.
É assim que a Garapa quer desembarcar em Porto Alegre em abril, com a idéia de uma oficina que pretende não apenas registrar um festival, mas criar, de forma colaborativa, um grupo de pensadores e contadores de histórias que têm na fotografia o seu meio de expressão maior.
Cubanas
Documentário sobre Cuba
Em Julho de 2008, desembarcamos em Havana com um idéia despretensiosamente pretensiosa. Muito além de produzir um documentário que caísse no simplismo de ser pró ou anti-Castro, queríamos descobrir nossos paralelos habaneros, mesmo que para isso tivéssemos que deixar nossos ismos na mala, inclusive o romantismo pela revolução de 1959 (que, em janeiro, completa meio século).
Nossos paralelos foram escritores, músicos, pintores, artistas; em geral, jovens que, como nós, buscam alguma maneira de ter voz ativa no mundo que os circunda.
Havana foi então mais paradoxal do que qualquer uma de nossas ideologias, embora tenha reafirmado uma máxima de José Martí: Pátria é humanidade!
No FestFoto, faremos a première desse documentário ainda sem nome, que está sendo finalizado e que terá cerca de 20 minutos. Até lá, esperamos que o nome dele nos venha tão suave quanto a brisa do Malecón ou revigorante como uma dose de rum em Habana Vieja.