Leo Caobelli
Morei pela primeira vez em São Paulo de 1988 a 1995. Ainda lembro de ver os muros pixados e não entender exatamente do que se tratava.
Voltei para a cidade em 2005 e os muros estavam tão cheios quanto as principais avenidas da cidade. Aos poucos comecei a identificar estilos, reconhecer as “crew” e passei a valorizar a coragem desses moleques que se pendurava do lado de fora dos edifícios com o único objetivo de escrever o próprio nome em um lugar de destaque.
Acabei conhecendo o MCD, formado por Oxil e Agon. Com eles pude registrar algumas ações, como a pixação do Minhocão durante a madrugada; os prédios da Cohab Artur Alvim que nunca foram finalizados e a tomada das linhas de trem da CPTM onde, nos finais de semana, centenas de jovens se encontram por falta de espaços de lazer.
Veja trabalho que fizemos para o quadro MTV Pública com esse material.







