Crônica de uma catástrofe ambiental

março 23rd, 2009 § 2

Entrou no ar esta semana a reportagem especial “Crônica de uma Catástrofe Ambiental“, produzida pelo garapeiro Paulo Fehlauer e pelo jornalista André Deak para a Revista Fórum.

Trata-se de um site-reportagem multimídia e interativo que investiga a trágica história de um acidente ambiental ocorrido no interior do RJ. No dia 18 de novembro de 2008, a empresa Servatis, localizada na cidade de Resende, deixou que milhares de litros do pesticida Endosulfan atingissem o rio Pirapetinga, afluente do Paraíba do Sul, principal fonte de abastecimento de água do estado.

O site especial traz textos, fotos, áudios, vídeos e um mapa, formatos que se entrecruzam nas diversas peças e pontos-de-vista que compõem o quebra-cabeças. O formato, relativamente conhecido nos Estados Unidos e Europa, é, até onde sabemos, inédito no Brasil. A inspiração inicial foi o trabalho “Condition: Critical“, produzido pela americana MediaStorm para a organização Médicos Sem Fronteiras.

Além disso, a reportagem se aproxima do conceito de Jornalismo Open Source, disponibilizando grande parte do material captado para download gratuito, sob licença Creative Commons. A proposta, com essa decisão, é tornar mais transparente o processo de produção de informação.

Outro dado interessante é que, exceto pelos softwares de edição de foto e vídeo, todo o trabalho foi produzido utilizando ferramentas gratuitas disponíveis na rede, como o Blip.tv e Umapper, além do WordPress, ferramenta de publicação que foi adaptada para a reportagem.

Veja a reportagem no endereço http://www.revistaforum.com.br/casoservatis, e os relatos de bastidores no blog do André (Making Of) e do Paulo (Jornalismo Multimídia e Open Source).

Cubatão

novembro 26th, 2008 § 0

Lágrimas de Capivara

maio 26th, 2008 § 5

Há tempos venho me pressionando para postar algo no blog. Talvez por ser o membro menos internáutico da Garapa, talvez por ser crítico demais em relação aos tópicos que me proponho, ainda não tinha escrito nada. Mas vou tentar (mesmo sabendo que não vou colocar tantos links interessantes quanto o Leo e o Paulo costumam fazer).

mergulho no tiete

Fiz uma matéria semana passada sobre mergulhadores no rio Tietê . Não se trata de esporte, lazer, nem nada relacionado a scuba fun (se é que o termo existe). São mergulhadores profissionais, que de tempos em tempos descem nas águas escuras do velho e mal tratado Tietê com o objetivo de monitorar o leito do rio e fazer manutenções necessárias para a boa fluência das milhares de toneladas de bosta que São Paulo despeja no que potencialmente seria um dos cenários mais lindos da cidade.

O Tietê é tópico recorrente no meu discurso de botequim. Sempre que passo por ali ou penso no rio, imagino um projeto mirabolante de criar túneis gigantescos que engoliriam as marginais e transformariam a parte superior num parque gigantesco, cheio de opcões de lazer e cultura para o povo paulistano. Seria mais ou menos como os túneis da Imigrantes, passando com a marginal 10 metros abaixo da terra, e deixando a orla do rio livre do fluxo de automóveis. Às vezes penso até em, num dia de congestionamento recorde, desligar o ventilador de dentro do túnel e deixar uns 3 milhões de paulistanos motorizados morrerem dentro de suas máquinas. São Paulo ia sorrir.

Penso também na despoluição do rio. Mas não vou me aprofundar no assunto, talvez somente falar quatro nomes de rios que deveriam fazer todos os paulistanos darem uma mordidinha na alça do sutiã de vergonha e aborrecimento: Danúbio, Tâmisa, Tevere e Sena. Não preciso falar mais nada, né?

Para concluir, vou reproduzir o que um amigo inglês disse quando fui buscá-lo em Guarulhos: “Cara, mas qual é o ponto deste rio? Se vocês querem mesmo é que os carros passem por aqui, por que não tapam logo essa merda e constróem mais seis pistas?!” Nada como a pontualidade britânica!