Sétima edição (intermitente) do top garápico semanal. Uma foto por semana é definitivamente mais fácil de conseguir. Mais do que divulgar o nosso trabalho, essa seção é um exercício para o olhar, nos obrigando a fotografar diariamente, mais por prazer do que simplesmente trabalho. É isso, até a próxima semana!
Top Semanal – Sétima edição
novembro 17th, 2008 § 1
Top 9 – Primeira Edição
julho 18th, 2008 § 3
A partir de hoje, passamos a publicar, semanalmente, uma seleção das 9 melhores fotos da semana, 3 de cada garapeiro. A inspiração veio do coletivo MJR, dos Estados Unidos, cujos integrantes conhecemos durante o Foundry Photo Workshop, na Cidade do México. O objetivo, além de mostrar nosso trabalho mais corriqueiro, é manter um ritmo constante de atualizações no blog. Em breve, mais novidades; agora, enfim, o Top 9 da semana. Se quiser, clique nas fotos para ir ao nosso Flickr:
Paulo Fehlauer:

Gabriel vive em Marsilac, pra lá de Parelheiros, ou seja, longe. Ele tem paralisia cerebral, mas o serviço "Atende", da Prefeitura, não o "atende", porque na sua rua não há asfalto.

Não parece, eu sei, mas isso é a cidade de São Paulo. Longe, bem longe. Marsilac, extremo sul da cidade.

Pense: a grana que foi gasta pra construir o "estilingue", não a ponte em si, daria um jeito na vida de todos os moradores da favela ao lado, for ever.
Rodrigo Marcondes:
Leo Caobelli:
Até a próxima semana!
Lágrimas de Capivara
maio 26th, 2008 § 5
Há tempos venho me pressionando para postar algo no blog. Talvez por ser o membro menos internáutico da Garapa, talvez por ser crítico demais em relação aos tópicos que me proponho, ainda não tinha escrito nada. Mas vou tentar (mesmo sabendo que não vou colocar tantos links interessantes quanto o Leo e o Paulo costumam fazer).
Fiz uma matéria semana passada sobre mergulhadores no rio Tietê . Não se trata de esporte, lazer, nem nada relacionado a scuba fun (se é que o termo existe). São mergulhadores profissionais, que de tempos em tempos descem nas águas escuras do velho e mal tratado Tietê com o objetivo de monitorar o leito do rio e fazer manutenções necessárias para a boa fluência das milhares de toneladas de bosta que São Paulo despeja no que potencialmente seria um dos cenários mais lindos da cidade.
O Tietê é tópico recorrente no meu discurso de botequim. Sempre que passo por ali ou penso no rio, imagino um projeto mirabolante de criar túneis gigantescos que engoliriam as marginais e transformariam a parte superior num parque gigantesco, cheio de opcões de lazer e cultura para o povo paulistano. Seria mais ou menos como os túneis da Imigrantes, passando com a marginal 10 metros abaixo da terra, e deixando a orla do rio livre do fluxo de automóveis. Às vezes penso até em, num dia de congestionamento recorde, desligar o ventilador de dentro do túnel e deixar uns 3 milhões de paulistanos motorizados morrerem dentro de suas máquinas. São Paulo ia sorrir.
Penso também na despoluição do rio. Mas não vou me aprofundar no assunto, talvez somente falar quatro nomes de rios que deveriam fazer todos os paulistanos darem uma mordidinha na alça do sutiã de vergonha e aborrecimento: Danúbio, Tâmisa, Tevere e Sena. Não preciso falar mais nada, né?
Para concluir, vou reproduzir o que um amigo inglês disse quando fui buscá-lo em Guarulhos: “Cara, mas qual é o ponto deste rio? Se vocês querem mesmo é que os carros passem por aqui, por que não tapam logo essa merda e constróem mais seis pistas?!” Nada como a pontualidade britânica!

















